Agatha Lorena
domingo, 7 de abril de 2013
Esse é o cantinho que a minha bebê estava.
Nome:Agatha Lorena
Data de nascimento:09/09/2012
Peso:2,515
Comprimento:45cm
Perímetro cefálico:32cm
Sexo:feminino
Idade gestacional:40 semanas e 3 dias
Tipagem sanguínea do RN:A+
Relato do parto
Dia 08/09/2012 as 3 horas da manhã,já quase domingo,eu comecei a sentir um liquido escorrendo em mim.Achei que estava mixando na cama,que vergonha.Levantei e fui no banheiro,fiz MUITO xixi.Voltei para dormir,afinal ainda era de madrugada,tirei o lençol da cama e deitei.
Umas 4 da manhã veio a vontade de fazer xixi,muito xixi,levantei pra ir ao banheiro,mais não consegui chegar lá.Fui fazendo no meio do caminho rsrsrs.
Voltei para o quarto sentindo cólica bem de leve,a cada minuto ia aumentando a dor,não tinha massagem que fizesse parar de doer.
Umas 5 ou 6 da manhã Marcio levantou para arrumar a mala pra maternidade,não tinha nada feito,nem roupas escolhidas,as mantas estavam sujas ainda por que o parto tava previsto para o dia 18,sendo que 10 dias antes ou depois,eu nem me lembrava dessa parte .Arrumamos a mala para poder dá tempo de ir para a maternidade e ainda ter que sacar dinheiro.
Levantei,fui tomar banho,pentear meu cabelo,Marcio foi se arrumar,ai vem Dara (tia),vai acordar Cassia (tia) e vem Kelly (prima),tudo ficar me olhando.
Saimos de casa acho que era 8 da manhã de domingo,fomos para a maternidade do Iperba,em Brotas.
Quando chegamos,fui examinada e tava com 3 dedos de dilatação,mandaram eu ir caminha para poder dilatar mais e esperar para desocupar um quarto.Só deu tempo de irmos do outro lado da rua para Marcio e Dara comer e eu ficar olhando,para eu sentir mais dor,entrei na maternidade de novo e dessa vez já fui levada para o quarto.
O atendimento foi péssimo,as pessoas tratavam as outras como se ter filho fosse normal,senti muita dor,parecia que eu iria morrer,gritei muito,muito mesmo,acho que fui a mais escandalosa da maternidade,vinham até a mim e diziam: -Pare de gritar,tem outras pessoas que tiveram filho agora e estão se recuperando e você tá ai gritando...sabe o que eu fiz?Fingi que não era comigo e continuei gritando,afinal eu que estava sentindo dores,a única pessoa que me atendeu super bem foi o obstetra,super calmo ele,me ajudou muito,mais o resto...é resto.
Na hora que eu não estava aguentando mais,gritei como nunca,ai veio todos.Era a hora.Agatha ia nascer.
Foi muito doloroso,mais com muito esforço e achando que era meu fim,eu conseguindo pôr ela no mundo,aquela coisinha miuda,branquinha,enrugadinha,tava no mundo,tinha saido de dentro de mim aquele serzinho.Tava tão sem forças que não tive nem como chorar.
Me mostraram ela direitinho e levaram.Foram momentos eternos para mim sem a minha filha comigo,depois finalmente ela veio para mim,veio dar a sua 1° mamada,muito feliz em tê-la nos meus braços.
Depois descemos para o quarto,eu ja tinha almoçado (comida horrível de hospital),fiquei com minha princesa 3 dias na maternidade,depois tivemos alta.
sábado, 29 de dezembro de 2012
Meu maior presente é ter você sempre do meu lado.
Meu presente de Deus
Foi ao olhar nos teus olhinhos,
Que eu pude perceber...
Que minha vida,já não me pertencia...
Foi ao olhar nos teus olhinhos,
Que eu pude perceber...
Que minha vida,já não me pertencia...
Te carreguei no colo...
Cantei pra te ninar...
Vi em teus olhinhos,o brilho mais lindo;
Quis te proteger...te adorar...
Cantei pra te ninar...
Vi em teus olhinhos,o brilho mais lindo;
Quis te proteger...te adorar...
Meu anjo frágil,
Meu céu cheio de estrelas...
Toda a minha alegria,
Todo a minha certeza.....
Meu céu cheio de estrelas...
Toda a minha alegria,
Todo a minha certeza.....
Minha noite de luar...
Meu colírio,meu pupilo;
Como é gostoso te amar!
As vezes,quando calada...
Eu fico a te observar;
Eis que reparo da beleza;
Nos teus gestos
Meu colírio,meu pupilo;
Como é gostoso te amar!
As vezes,quando calada...
Eu fico a te observar;
Eis que reparo da beleza;
Nos teus gestos
És pra mim;um grande orgulho;
Meu solzinho a brilhar...
O sentido pra minha vida;
e a razão do meu amar!
Meu solzinho a brilhar...
O sentido pra minha vida;
e a razão do meu amar!
Filha do meu coração;
O seu jeitinho contagia..
Todos que a sua volta estão!
O seu jeitinho contagia..
Todos que a sua volta estão!
A Deus todos os dias;
Revelo minha gratidão...
Que me deu essa filha linda...
Meu presente,meu anjo bom!
Você transformou minha vida;
E fez ela mais amena...
No dia em que o primeiro sorriso;
Tu me destes,minha pequena!...
Revelo minha gratidão...
Que me deu essa filha linda...
Meu presente,meu anjo bom!
Você transformou minha vida;
E fez ela mais amena...
No dia em que o primeiro sorriso;
Tu me destes,minha pequena!...
Espero que tudo o que almejas...
Tu consigas alcançar...E que não falte em sua vida...
Motivos pra se alegrar!
Te amo infinitamente,
Meu céu coberto de estrelas...
Filha que a cada dia,mais amo....
Meu anjo,minha vida,minha princesa!
Meu céu coberto de estrelas...
Filha que a cada dia,mais amo....
Meu anjo,minha vida,minha princesa!
A Menina que Nasceu Sorrindo
Um relato do papai de Agatha Lorena,sobre o nascimento dela.

Ninguém poderia imaginar que algo desse tipo poderia acontecer no Brasil, digo Brasil levando em consideração o atraso em que o país vive, principalmente o intelectual e cultural.
A maternidade era simples, todas as mulheres pobres da cidade tinham seus filhos lá. Os quartos eram compartilhados, de maneira que o pai não poderia ver o nascimento de seu filho para não ver as mulheres dos outros arreganhadas parindo.
A quantidade de leitos eram limitadas, algumas grávidas tinham que ficar caminhando no corredor até que uma vaga surgisse para expelir seu filho no mundo.
A infraestrutura do lugar entra em contraste com o atendimento das enfermeiras e funcionários, aquelas mulheres parecem que haviam nascido para fazer nascer. A equipe era formidável, vez ou outra uma enfermeira aparecia para ver se as novas mães não estariam precisando de alguma coisa.
Num quarto largo estavam seis leitos, seis mulheres paridas e seis crianças chorando. Parece que elas combinavam entre si o momento de chorar, parecia uma sinfonia organizada, todas pareciam ter uma voz de tenor devido a grande algazarra (para não falar presepada) que faziam.
Algumas mulheres estavam acompanhadas das mães, vovós corujas que não perderiam a oportunidade de verem logo seus netos; outras estavam sozinhas, abandonadas, melancólicas, pareciam até que fizeram seus filhos sozinhas com o dedo, estas pediam as outras mulheres para "passarem os olhos" no bebê enquanto iam ao banheiro. A única que estava acompanhada do pai era a pequena Agatha.
Logo que uma mãe recebia alta chegava um novo recém nascido nos braços de sua mãe para ocupar o novo leito. Algumas tiveram que fazer cesariana, pois alguns bebês nasciam com a cabeça muito grande e era impossível sair por aquele minúsculo buraco de vida.
Existiam vários quartos na maternidade, cada quarto com seis leitos, mas o quarto número doze era o mais importante de toda a maternidade, pois no leito número quatro estava uma menina especial. Todos viam visitá-la, tirar fotos, filmar aquela bendita criança. Parecia um camarim ou algo parecido, só não pediam autógrafo porque a criança não nasceu sabendo escrever, mas era só o que faltava. A equipe que fizera o parto da garotinha jurou que ela nascera sorrindo, isso mesmo leitor, ao invés de chorar, como faziam todos bebês, Agatha nascera sorrindo, não digo gargalhando pois assim seria demais, mas com um pequeno sorriso estampado no rosto.
A perplexidade da equipe de parto era tamanha que quase derrubam o bebê no chão, todas as equipes da maternidade foram chamadas para testemunhar o fato. Bebês eram empurrados novamente para o ventre da mãe, outros trocados na maternidade por que foram misturados antes de serem marcados com o nome da mãe. A equipe de segurança do hospital abandonou o seu posto e invadiram o quarto para ver o sorriso da garotinha. Os estabelecimentos comerciais fecharam suas portas e juntamente com os vizinhos daquela localidade aglomeraram-se na porta da maternidade querendo entrar. A polícia militar fora chamada e não deu jeito, chamaram a civil, o exército e a guarda municipal da cidade até que conseguiram conter o povo.
O sorriso da criança foi manchete em todos os jornais do Brasil e do mundo, o New York Times publicou "Child born with a smile in Brazil".
Salvador passou a ser ainda mais conhecida por conta do fato, até o carnaval fora esquecido, quando se falava de Brasil lembrava-se de Salvador, quando falava de Salvador lembrava-se da garota que nasceu sorrindo.
A residência dos pais da criança fora mantida em segredo até hoje, as pessoas comentam se não foram uma invenção da equipe de parto para que a maternidade ficasse famosa, mas o bairro de Brotas não precisava ficar mais famoso, bem pertinho ali da maternidade estava Raul Seixas, enterrado em seu descanso eterno cantando Al Capone.
Cemitérios, maternidades, uns morrem outros nascem, e a pequena Agatha continua sorrindo para seus pais em um pequeno ponto de uma das periferias de Salvador.
Homenagem a minha filha linda Agatha Lorena.
Nascida na Materdidade do IPERBA, em Brotas.
Marcio Templartes
A Menina que Nasceu Sorrindo
Ninguém poderia imaginar que algo desse tipo poderia acontecer no Brasil, digo Brasil levando em consideração o atraso em que o país vive, principalmente o intelectual e cultural.
A maternidade era simples, todas as mulheres pobres da cidade tinham seus filhos lá. Os quartos eram compartilhados, de maneira que o pai não poderia ver o nascimento de seu filho para não ver as mulheres dos outros arreganhadas parindo.
A quantidade de leitos eram limitadas, algumas grávidas tinham que ficar caminhando no corredor até que uma vaga surgisse para expelir seu filho no mundo.
A infraestrutura do lugar entra em contraste com o atendimento das enfermeiras e funcionários, aquelas mulheres parecem que haviam nascido para fazer nascer. A equipe era formidável, vez ou outra uma enfermeira aparecia para ver se as novas mães não estariam precisando de alguma coisa.
Num quarto largo estavam seis leitos, seis mulheres paridas e seis crianças chorando. Parece que elas combinavam entre si o momento de chorar, parecia uma sinfonia organizada, todas pareciam ter uma voz de tenor devido a grande algazarra (para não falar presepada) que faziam.
Algumas mulheres estavam acompanhadas das mães, vovós corujas que não perderiam a oportunidade de verem logo seus netos; outras estavam sozinhas, abandonadas, melancólicas, pareciam até que fizeram seus filhos sozinhas com o dedo, estas pediam as outras mulheres para "passarem os olhos" no bebê enquanto iam ao banheiro. A única que estava acompanhada do pai era a pequena Agatha.
Logo que uma mãe recebia alta chegava um novo recém nascido nos braços de sua mãe para ocupar o novo leito. Algumas tiveram que fazer cesariana, pois alguns bebês nasciam com a cabeça muito grande e era impossível sair por aquele minúsculo buraco de vida.
Existiam vários quartos na maternidade, cada quarto com seis leitos, mas o quarto número doze era o mais importante de toda a maternidade, pois no leito número quatro estava uma menina especial. Todos viam visitá-la, tirar fotos, filmar aquela bendita criança. Parecia um camarim ou algo parecido, só não pediam autógrafo porque a criança não nasceu sabendo escrever, mas era só o que faltava. A equipe que fizera o parto da garotinha jurou que ela nascera sorrindo, isso mesmo leitor, ao invés de chorar, como faziam todos bebês, Agatha nascera sorrindo, não digo gargalhando pois assim seria demais, mas com um pequeno sorriso estampado no rosto.
A perplexidade da equipe de parto era tamanha que quase derrubam o bebê no chão, todas as equipes da maternidade foram chamadas para testemunhar o fato. Bebês eram empurrados novamente para o ventre da mãe, outros trocados na maternidade por que foram misturados antes de serem marcados com o nome da mãe. A equipe de segurança do hospital abandonou o seu posto e invadiram o quarto para ver o sorriso da garotinha. Os estabelecimentos comerciais fecharam suas portas e juntamente com os vizinhos daquela localidade aglomeraram-se na porta da maternidade querendo entrar. A polícia militar fora chamada e não deu jeito, chamaram a civil, o exército e a guarda municipal da cidade até que conseguiram conter o povo.
O sorriso da criança foi manchete em todos os jornais do Brasil e do mundo, o New York Times publicou "Child born with a smile in Brazil".
Salvador passou a ser ainda mais conhecida por conta do fato, até o carnaval fora esquecido, quando se falava de Brasil lembrava-se de Salvador, quando falava de Salvador lembrava-se da garota que nasceu sorrindo.
A residência dos pais da criança fora mantida em segredo até hoje, as pessoas comentam se não foram uma invenção da equipe de parto para que a maternidade ficasse famosa, mas o bairro de Brotas não precisava ficar mais famoso, bem pertinho ali da maternidade estava Raul Seixas, enterrado em seu descanso eterno cantando Al Capone.
Cemitérios, maternidades, uns morrem outros nascem, e a pequena Agatha continua sorrindo para seus pais em um pequeno ponto de uma das periferias de Salvador.
Homenagem a minha filha linda Agatha Lorena.
Nascida na Materdidade do IPERBA, em Brotas.
Marcio Templartes
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